Sexta-feira, Setembro 02, 2005

"A separação dos progenitores resulta em que todos os anos a regulação do poder paternal atinja cerca de um por cento dos menores portugueses. Resultado: milhares de crianças perdem a convivência diária com o pai. Em 2002 foram decididos em Tribunal 16 606 Regulações do exercício do poder paternal, envolvendo 34 026 homens e mulheres e 24 670 menores, dos quais 9701 com menos de 7 anos de idade. Os números falam por si, já que em 84% destes casos os filhos foram confiados à mãe."
Segue-se a estes dados, um artigo, que afirma que estas crianças ficam orfãos de pais vivos, já que estão privados da convivência diária com o pai.
As palavras que se seguem serão da minha autoria e do mais feminista que há!
Ainda bem que estas mães não abdicaram do direito ao poder paternal, eu não o faria e vocês?
Ainda bem que são estas mães que continuam a alimentar, vestir e educar, os seus filhos mesmo quando os pais não pagam a pensão de alimentos, e continuam a ter direito à visita de fim-de-semana, em muitos casos sustentada pela mãe, que manda roupa e comida, vocês não mandavam?
Ainda bem que estas mães se levantam cedo, lavam, vestem, dão de comer, levam a escola ... vão buscar à escola, banho, jantar, caminha ... consultas médicas, reuniões na escola ...
E quando chegam ao fim de semana seguinte, em que a criança não tem de visitar o pai ... é o fim de semana dos avós, sim está na lei, os avós também direito a fins de semana e a férias, e deveres, nenhuns, claro!
Para a mãe ficam as obrigações, as regras, os castigos, e a dor de ver os filhos sofrer, neste vai e vem.

15 Comments:

At 1:03 PM, Blogger Rita said...

Sou filha de pais divorciados. Nunca tive fins-de-semana na casa do pai. A minha mãe achou que o meu pai deveria ver-me sempre que tivesse vontade, sem ser preciso marcar dias próprios para isso. Tb ela, definiu que a mensalidade a que o meu pai deveria estar obrigado, fosse paga apenas e quando ele pudesse, ou entendesse que deveria fazê-lo...
O que mais me confusão faz, é esses fins-de-semana na casa de uns e depois na casade outros. Eu sempre precisei de me identificar com um espaço único. o meu. Ainda bem que não passei por isso!
Beijinhos e bom fim-de-semana

 
At 10:10 PM, Blogger Ana Santos said...

Isso de pais separados é muito complicado.
Quem passa pelas situações é que poderão dar uma opinião.
Beijinhos
Ana e tesourinho

 
At 1:55 PM, Blogger Paulinha said...

Pois é!

Como filha de pai separados, nunca tive que passar por isso.
Primeiro pq a minha mãe deixou o meu pai visitar-me as vezes que quizesse e dps pq infelizmente depois da separação dos meus pais o meu pai deixou de ter interesse por mim.
Mas ainda bem que as mãe fica com as responsabilidades, pois não me imagianariam a deixar de participar na vida do meu filho.

Mas se um dia tiver ainfelicidade de viver uma separação, vou deixar que o pai participe em tudo, pois tb têm esse direito e o mais importante é muito significativo para a criança.

Beijocas

 
At 3:54 PM, Blogger Mamuska said...

Tens toda a razão...conheço muitos casos em que a mãe sustenta e o pai só vê as crianças...e quando vê.
Beijinhoss

 
At 6:06 PM, Blogger x said...

O ideal é mesmo viverem todos debaixo do mesmo tecto mas na impossibilidade disso, parece-me que os pais da rita tiveram o discernimento que todos os outros deviam ter.

 
At 1:16 AM, Blogger Marta said...

concordo plenamente...no caso da inês, o pai pode vir quando quiser mas nem por isso aparece muito...nem sabe o que perde mas eu lá vou ligando para o lembrar q tem uma filha linda que sofre por gostar tanto dele e não o ver.
e é a este tipo de pais q as crianças deveriam ser entregues? pais que não conhecem minimamente os filhos? nunca!
bjokas***

 
At 1:40 AM, Blogger Sara_VT said...

Também acho muito bem que as crianças morem com as mães, até porque se os pais quiserem aproveitar os seus direitos podem perfeitamente participar na vida activa dos filhos, e, mesmo não vivendo com eles, fazê-los sentir-se seguros e amados, como eles merecem.
beijinhos

 
At 12:09 PM, Blogger smartins said...

Ora aqui está uma opinião masculina. E então aqueles pais como eu, que ia levar as filhas à escola, às explicações, à catequese, às festas dos amigos, o pai que as ia deitar, o pai a quem a mais velha das filhas ligou aflita da escola, porque ficou uma jovem mulher, ao pai sim, não à mãe. O Pai que tem no acordo do poder paternal, fruto de um divórcio de comum acordo, que pode ver as filhas em qualquer dia, e não as vê porque a mãe não deixa à 7 meses, e que já tinha sido condenada anteriormente por não deixar ver as filhas por outros 8 meses. A mão que devolveu o telemóvel que dei às minhas filhas p poder falar com elas, mudou os números de telefone e telémovel para eu não ter contactos. Que vive numa casa que eu pago metade. E mais... eu pago a pensão de alimentos.

 
At 12:47 PM, Blogger Márcia Carvalho said...

Penso que às vezes é preciso não tomar o todo pela parte. Em muitos casos os tribunais são insjustos com os pais e acabam por ser os primeiros a dificultar a vida aos pais. Os números também revelam (apesar de não os saber citar agora) que cada vez mais os pais exigem e cumprem os seus deverem... às vezes as mães também não têm toda a razão.

 
At 3:41 PM, Blogger AnaBond said...

não posso falar por mim, não passei por nada do género, e espero não vir a passar.

mas acho que não se pode generalizar... há casos e casos... e tenho pena dos casos piores.

 
At 8:34 PM, Blogger Rita_in_UK said...

Realmente e' chocante ver naquilo em que as pessoas se transformam durante e apos um divorcio. Infelizmente tenho alguns casos de amigos que se separaram, e todo o processo fez realcar neles o que ha de pior. Chegam a discutir porque nenhum quer ter os filhos ao fim de semana. Os filhos, fruto daquele amor que sabe-se la porque acabou, acabam como joguetes nas maos de pais que nao sabem dar valor ao que tem, e que se esquecem que eles nao pediram para vir ao mundo!
Bjinhs,
Rita

 
At 12:32 AM, Blogger NightWolf said...

Uma situação complicada, um terror para todos os filhos que passam por uma situação dessas, é bom estar de volta, beijocas*

 
At 10:11 AM, Blogger kikas said...

Um grande amor pode subitamente tornar-se num grande ódio por alguém e utilizar os filhos como escudo desse mesmo ódio...é muito mau!
Acho que o ideal é tentarem partilhar o Amor pelos filhos de forma civilizada, mas naõ podemos exigir ver e estar quando não contribuimos com mais nada!
Em tudo na vida há direitos e deveres que devem ser cumpridos e respeitados por ambas as partes!
beijocas
kikas

 
At 1:32 PM, Blogger Carla O. said...

Esta é uma questão complicada e só quem passa por ela sabe como é. Até porque há casos e casos (comojá disseram), por isso não podemos generalizar.
O que me choca mesmo são aqueles pais (pais e mães) que usam os seus filhos como escudo e moeda de troca numa guerra onde eles nem sequer deveriam entrar...
O ideal seria sempre mãe e pai continuarem a dividir amor e responsabilidades relativamente aos seus filhos - em conjunto, apesar de fisicamente separados.
Beijinhos,
Carla e piscos

 
At 10:36 AM, Blogger Ana Luísa said...

Olá Mamy. Concordo com tudo o que disseste mas falando um pouco da minha vida pessoal, devo dizer que o R. também sofre bastante por só ver o filho de 15 em 15 dias, quando não são mais porque o L. vai de férias com a mãe e/ou com os avós maternos, ou porque tem de ir a outros 'compromissos' com a mãe... No entanto, se o R. pede para ver o filho a meio da semana, a mãe nunca disse que não podia ser...
Gostava ainda de referir que o L. tem o espaço dele na nossa casa, sempre o teve desde a separação e pelo que o L. conta é bem mais agradável do que o quarto em casa da mãe. Connosco tem o quarto dele e os seus inúmeros brinquedos. A nós o que nos interessa é que ele se sinta bem e não 'algo' que anda de cá para lá...
Talvez neste caso tenha dido mais "fácil" porque o L. não se 'apercebeu' da separação tendo em conta que tinha 1 ano e meio. Deduzo que seja bem mais difícil para crianças mais velhas...
Eu própria nunca passei por isto mas também penso que um dia me pode acontecer a mim ser mãe e separada... Nunca se sabe como vai ser o futuro...
Ah, e o R. tb é filho de um divórcio... e sim, teve um pai muito, mas muito ausente. Tanto que tem mais consideração pelo padrasto do que pelo próprio pai que continua sem lhe "ligar"... Desculpa o testamento mas este assunto "toca-me"...
Bjs

 

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